Cuidados adequados com a higiene na manicure evitam o contágio de doenças

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Para as mulheres que não passam uma semana sem fazer as unhas, um alerta.
Sem os cuidados adequados, uma simples manicure pode transformar as unhas em porta de entrada para uma série infeções, micoses e até doenças mais graves como a hepatite B.

O problema mais comum de quem faz as unhas costuma ser a cuticulite, tipo de infecção na cutícula que surge após a retirada de um ‘bife’. Se o corte for profundo, a lesão pode se transformar em um granuloma piogênico, também conhecido como ‘carne esponjosa’, e pode precisar de intervenção cirúrgica para a retirada de pus se não for tratado adequadamente.

– Tirar a cutícula costuma ferir a pele em volta da unha. O ideal é pedir para a manicure tirar apenas o mínimo de cutícula possível. Se ela machucou seu dedo, limpe bem a área com um antisséptico e aplique um antibiótico local.

Procure um médico se após três ou quatro dias a área continuar vermelha, inflamada, quente e dolorida – alerta a dermatologista Andréia Leveroni, do Centro de Estudos da Unha da Santa Casa de Misericórdia.

Apesar da forma de contágio ser a mesma que a da hepatite B, não há relatos de casos de contaminação do HIV por alicates

Para prevenir os ‘bifes’, a dermatologista Robertha Nakamura, do Instituto de Dermatologia e Estética do Rio de Janeiro, sugere redobrar a atenção com a hidratação das mãos e das unhas.

– Cremes com uréia e ácido lático deixam a mão mais macia e diminuem a quantidade de pele dura que a manicure tem o hábito de tirar, principalmente nos cantos das unhas – ensina.

Já a hepatite B, apesar de não ser tão comum, é possivelmente a doença mais grave transmitida na manicure. O perigo, explica a dermatologista Robertha Nakamura, é que mesmo lavando o sangue do alicate, o vírus continua presente no instrumento por até uma semana.

– Apesar da forma de contágio ser a mesma que a da hepatite B, não há relatos de casos de contaminação do HIV por alicates – frisa Robertha.

Para evitar a proliferação de certos tipos de fungos, bactérias e vírus, a médica afirma que o ideal é que a manicure ofereça produtos descartáveis ou que esterilize seus instrumentos em um aparelho aprovado pela Anvisa.

– Muitas manicures usam ‘forninhos’ que não esterilizam nada. O ideal é que o esterilizador seja do tipo autoclave, o mesmo usado em hospitais e consultórios médicos. Também é fundamental exigir que a manicure use luvas para diminuir o risco de contaminação – ensina Andréia.

Ter o próprio kit de unhas, afirmam as dermatologistas, é a melhor saída. Mas não basta apenas evitar compartilhar os aparelhos, é preciso limpá-los e guardá-los com cuidado.

– A umidade e os restos de pele, por exemplo, pode aumentar a proliferação de bactérias que eventualmente podem contaminar as unhas. Além de não dividir o alicate, o ideal é mantê-lo sempre limpo. No caso da lixa e do palito de laranjeira, é importante trocá-los com regularidade, já que não podem ser esterelizados – ensina Robertha.

As melhores maneiras de eliminar fungos e bactérias do alicate é deixá-lo de molho por alguns minutos em água fervente ou limpá-lo com álcool 70, que tem ação antisséptica

Por último, evite pintar as unhas se elas estiverem com algum sinal de infecção ou micose. Além de prejudicar a cicatrização, o esmalte pode camuflar uma condição mais grave ou até mesmo espalhar o problema para os outros dedos.

As melhores maneiras de eliminar fungos e bactérias do alicate é deixá-lo de molho por alguns minutos em água fervente ou limpá-lo com álcool 70, que tem ação antisséptica.

Por último, evite pintar as unhas se elas estiverem com algum sinal de infecção ou micose. Além de prejudicar a cicatrização, o esmalte pode camuflar uma condição mais grave ou até mesmo espalhar o problema para os outros dedos.

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